Kátia Mota, nascida em Salvador, em 1950, no belo bairro de Monte Serrat. Seu pai, Galileu Santos, industrial, era um grande contador de histórias de Nazaré das Farinhas, sua cidade natal. Sua mãe, Nilza Souza Santos, também natural de Nazaré das Farinhas, era bibliotecária e foi fundadora da Biblioteca Infantil da Escola Getúlio Vargas. Com sua mãe aprendeu a amar os livros, a declamar poemas e a participar dos seus espetáculos teatrais infantis nos quais toda a criançada se transformava em fadas, bruxas, anões e outros personagens. Na escola D. Nilza ensinava as crianças a declamar poesias de datas comemorativas ou de personalidades famosas; todos disputavam uma participação nessa roda de poesias. Com sua mãe, Kátia e suas irmãs não perdiam as peças teatrais da “Hora da Criança” – o mundo de Monteiro Lobato era um universo fascinante na infância daquela época. D. Nilza era apaixonada pela poesia de Castro Alves e escreveu a peça infanto-juvenil “Castro Alves e seus amores”, encenada na década de 60 no antigo Teatro Guarani. Da infância são muitas as memórias que explicam as paixões de Kátia – viagens, leituras literárias e escritas (auto)biográficas, teatro e cinema. Sempre estudiosa, Kátia cresceu e optou pela vida acadêmica nas áreas de Letras e Educação (graduação e mestrado na Ufba, doutorado nos Estados Unidos, na Brown University). Atualmente aposentada como professora da Ufba e da Uneb. Aos 70 anos descobriu sua vocação artística no Teatro Griô, apaixonando-se pela arte de contar histórias. Sua atuação nesse grupo teatral lhe desafia a desenvolver sua criatividade e se aprimorar nas interpretações, lhe trazendo muita alegria e entusiasmo. Sente-se muito feliz como avó de cinco netos (de 7 a 18 anos) que gostam muito de ouvir suas histórias e saber as novidades da casa da vovó